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CPI que apura desvio de cheques vai ouvir gerentes de bancos e doleiro

TCE apontou desvio de R$ 375 mil dos cofres da Prefeitura de São Carlos. Novos depoimentos aos vereadores vão ocorrer na próxima quinta-feira (7).

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura o desvio de R$ 375 mil dos cofres da Prefeitura de São Carlos (SP) vai ouvir na próxima quinta-feira (7) os gerentes dos bancos Santander e HSBC. Os vereadores querem saber se os cheques sem fundos do empresário Rinaldo Luiz Jordão, um dos investigados pela comissão, voltaram vezes sem ele ter sido comunicado do problema.

A CPI também vai interrogar um doleiro conhecido como ‘japonês’. Ele foi citado várias vezes nos depoimentos porque teria trocado dinheiro para o ex-secretário da Fazenda José Roberto Poianas, que também foi ouvido na CPI e no Ministério Público na última sexta-feira (1º).

Os vereadores que integram a CPI se reuniram nesta segunda-feira (4) para analisar pela primeira vez o relatório de 300 páginas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que descobriu o suposto esquema durante uma fiscalização.

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Depoimento ao MP

Exonerado do cargo na sexta-feira, o ex-secretário Fazenda declarou durante audiência no MP desconhecer o esquema de troca de cheques sem fundo que ocorria na prefeitura. O MP faz uma investigação paralela à CPI, mas as provas podem ser compartilhadas.Poianas chegou ao MP acompanhado do advogado Augusto Fauvel. Segundo a defesa, durante o interrogatório foram relatados os mesmos fatos, os depoimentos e esclarecimentos já apresentados na sindicância. “Meu cliente relatou que não tinha conhecimento dos cheques e rebateu as infundadas acusações que foram feitas”, disse.

Quebra do silêncio

Ao contrário do depoimento à CPI, na última quarta-feira (22), quando conseguiu um habeas corpus que deu a Poianas o direito de permanecer calado durante o interrogatório, o ex-secretário respondeu nesta sexta-feira os questionamentos feitos pelo promotor Sérgio Martins Piovesan de Oliveira.

“Não houve momento de silêncio neste depoimento, como também não houve na CPI. Lá, foi ratificado integralmente o termo da sindicância e só houve o silêncio em relação a perguntas que não eram especificamente em relação aos cheques”, disse o advogado de defesa.

Segundo Favel, o habeas corpus foi utilizado de forma a prevenir um desvio de finalidade das perguntas que foram feitas. “Foram integralmente ratificadas as declarações da sindicância e rebatidas pontualmente todas as situações referentes a questão do cheque e a questão de uma eventual conduta do meu cliente”.

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