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Baixa adesão em ato pró-impeachment

Protestos contra e pró-impeachment acontecem em São Paulo neste domingo (31); movimentos sociais lideram ato na zona oeste da capital

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A manifestação pró-impeachment na Avenida Paulista, São Paulo, deste domingo (31) teve baixa adesão, segundo o líder do movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer. Porém, a presença de poucos manifestantes no evento já era esperada, de acordo com ele.

Para Chequer, isso aconteceu porque “as pessoas estão tomando como certa a aprovação do impeachment no Senado”, afirmou.

O deputado Major Olímpio (SD) era o único pré-candidato à Prefeitura de São Paulo presente ao ato na Avenida Paulista. “O processo já se consolidou. O que acontece hoje é mais uma confraternização”, disse ele.

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No carro de som do movimento Revoltados Online, que também apoia a saída da presidente petista, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) discursou contra o Partido dos Trabalhadores, apoiando a pressão popular pelo processo do impeachment, que deve ter julgamento final no fim do mês de agosto. O deputado também reclamou a baixa adesão nos protestos deste domingo.

Ao longo da Paulista, em pelo menos cinco caminhões de som, representantes dos movimentos pró-impeachment discursavam com palavras de ordem como “Fora PT”, “Não vai ter golpe, vai ter impeachment” e frases de apoio ao juiz federal Sérgio Moro e à operação Lava-Jato. Um boneco gigante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário, batizado de Pixuleco, e um de um militar, em referência ao Exército e ao retorno da ditadura militar no país, foram inflados.

O ato contra a presidente afastada ocorre depois de o Movimento Brasil Livre (MBL) ter optado por organizar outro protesto em uma data mais próxima do julgamento do impeachment no Senado, o que deve ocorrer no fim de agosto.

Nem o Vem pra Rua, organizador do evento, nem a Polícia Militar divulgaram estimativas sobre o número de participantes. A corporação informou apenas que mais de mil policiais, 225 viaturas e uma aeronave integram o esquema de segurança do evento da Paulista e do ato pró-Dilma que ocorre no Largo do Batata.

Liderado pelo movimento Frente Povo Sem Medo, o protesto contra impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff acontece na zona oeste de São Paulo também neste domingo. Os manifestantes se reuniram no Largo da Batata e, por volta das 16h, saíram em direção à Praça Panamericana, local próximo à casa do presidente interino Michel Temer, no bairro Alto de Pinheiros.

Por volta das 17h45, os manifestantes passaram em frente ao escritório político de Michel Temer e gritam palavras de ordem, como “fora golpista”. O escritório fica na avenida Antonio Batuira, no bairro do Alto de Pinheiros, em São Paulo. Até o momento não foi registrado incidente. A manifestação já toma toda a Praça Panamericana, uma das mais importantes do bairro, onde o carro de som foi estacionado. 

O representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que integra a Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos explicou que a manifestação tem três frentes: a destituição do presidente interino, a defesa dos direitos sociais e o direito de o povo decidir os rumos do País.

Os deputados federais Luiza Erundina e Ivan Valente, do PSOL, participaram dos atos no Largo da Batata. Também esteve presente no ato o ex-senador Eduardo Suplicy, que defendeu a presidente afastada, dizendo que ela “não cometeu crime de responsabilidade”.

Os organizadores dos protestos pró-Dilma contabilizaram 40 mil pessoas neste domingo. Não há números da Polícia Militar até agora.  

Fonte: IG

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