Claudio Dias – Araraquara Já
Imagina você sendo um músico frequentar o maior rodeio da América Latina, a Festa de Peão de Barretos. Sonho de dez em cada dez duplas de sertanejas é poder tocar em um dos palcos desse evento conhecido internacionalmente e que esse ano espera 900 mil visitantes. Essa experiência vivida por poucos será sentida pela jovem dupla Kleber & Kaue. Eles tocam em um dos palcos da festa neste sábado, mesmo dia de Henrique e Juliano e Marília Mendonça.
Formada em 2011, Kleber, que é de Araraquara, começou cedo. Foi baterista, mas aprendeu também teclado e violão. “Passei por várias bandas e grupos até que me arrisquei a cantar e deu certo”, conta o músico que, em novembro, completa quatro anos ao lado de Kaue, de Ribeirão Preto. Com passagem pelo rock, Kaue trouxe essa mistura reunida pelo baixista da dupla João Bosco e Vinícius, Jariston Lima.
Ele os apresentou. A sintonia foi além dos palcos e virou amizade. Depois de passar pelas principais casas de shows do interior de São Paulo, a dupla viu o sonho se tornar realidade. “Estaremos na principal festa de peão e tocando para muita gente. Estar lá é muito importante para nós”, conta Kleber que juntamente com o parceiro Kaue já tocaram até em alto mar. Há dois anos, eles foram a dupla oficial do navio universitário (Sovereign).
A dupla é sucesso na internet. O EP “Kleber e Kaue”, lançado em 2015 e já disponível nas principais plataformas digitais apresenta uma característica marcante da dupla, a sua versatilidade. A música de trabalho “Tô vendo que você tá bem” composta por Marília Mendonça, da música Infiel, e de Frederico, da dupla João Neto e Frederico, já tem mais de dois milhões e 400 mil visualizações no youtube.
A outra música Xeque Mate lançada no mês passado tem quase dez mil visualizações. O disco abre também espaço para as clássicas “Na Hora do Adeus” que foi sucesso na voz de Matogrosso e Mathias no anos 80 e “Cheiro de Shampoo” de Chrystian e Ralf. A irreverência fica por conta da dançante “Mansão Universitária” e não podia faltar um “modão xonado” caso da ótima “Sofro Largado, Bebo Dobrado”.









