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Feminicídio em Araraquara: homem é condenado a 56 anos por assassinato brutal

Juliano Micelli foi sentenciado após matar Denuzia Pereira com 55 facadas em um ponto de coleta de recicláveis.

Condenado Homem acusado de matar companheira com 55 facadas dentro de caçamba é condenado a 56 anos em Araraquara
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Um tribunal em Araraquara decidiu, nesta terça-feira (3), pela condenação de Juliano Donizete Micelli a 56 anos de prisão pelo feminicídio de sua companheira, Denuzia Pereira de Castro, de 62 anos. O crime, que chocou a comunidade local, ocorreu em fevereiro deste ano, quando a vítima foi brutalmente assassinada com 55 golpes de faca enquanto trabalhava em um ponto de coleta de recicláveis no Parque das Hortências.

Decisão Judicial e Condenação

O juiz Giovani Augusto Serra Azul Guimarães foi responsável pela sentença, que determinou que Juliano cumprirá a pena em regime fechado. Além disso, o réu deverá pagar R$ 100 mil em danos morais, sendo R$ 50 mil para cada uma das filhas da vítima, em reparação pelo sofrimento causado.

Detalhes do Crime

O homicídio ocorreu em um PEV (Ponto de Entrega Voluntária) na Avenida Jurandir Rios Garçoni, onde Denuzia estava separando materiais recicláveis. Informações do processo indicam que ela foi surpreendida pelo companheiro e atacada dentro de uma caçamba destinada ao armazenamento de recicláveis. O exame necroscópico revelou que a morte se deu por perda excessiva de sangue devido aos ferimentos.

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Testemunhos e Contexto Familiar

Durante o julgamento, uma testemunha afirmou que Denuzia não havia provocado o agressor antes do ataque, o que foi crucial para a análise do caso. A acusação destacou a brutalidade do ato, ressaltando a diferença de força entre o homem e a idosa, que dificultou qualquer reação da vítima.

Outro aspecto relevante foi o relato de uma das filhas de Denuzia, que revelou que o relacionamento da mãe com Juliano era marcado por frequentes discussões, especialmente sobre questões financeiras. A filha mencionou que, horas antes do assassinato, Denuzia havia entrado em contato com ela, preocupada com cobranças e a necessidade de pagar uma contribuição ao INSS.

Consequências e Prisão do Réu

Após o crime, Juliano tentou fugir para uma área de mata, mas foi capturado pela polícia. Durante a abordagem, ele resistiu e atacou os policiais com uma faca, o que levou à utilização de munições de impacto controlado e um dispositivo elétrico para contê-lo. Atualmente, ele permanece preso na Penitenciária de Araraquara.

Motivações e Agravantes

Juliano alegou que o crime foi motivado por ciúmes, uma razão considerada fútil pelo juiz. A sentença levou em conta as seis condenações anteriores do réu e sua reincidência em crimes. Embora tenha confessado, o tribunal reconheceu agravantes que justificaram a pena severa, culminando em uma condenação por feminicídio com uso de meio cruel.

A indenização de R$ 100 mil, conforme solicitado pelo Ministério Público, será corrigida e terá juros de 1% ao mês a partir da data do crime, buscando oferecer algum tipo de reparação às filhas de Denuzia, profundamente afetadas pela tragédia. A brutalidade deste caso ressalta a urgência de um combate efetivo à violência contra a mulher no Brasil.

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Fonte e foto: Fala Araraquara – Região

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