Uma operação conjunta entre Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está acontecendo nesta sexta-feira (09), na cidade de Motuca, em uma empresa de Matão, que atua na cidade. A empresa JF estaria produzindo um tipo adulterado de Arla 32, de uso obrigatório em veículos pesados para reduzir a emissão de poluentes gerados pela queima do diesel, lesando caminhoneiros.
O proprietário da empresa estava no local quando aconteceu a abordagem pelas equipes. Ele está sendo ouvido pela PRF, e prestando esclarecimentos.
A empresa é de Matão e transferiu suas atividades para Motuca, antes da transferência a empresa funcionava na Vila Cardim.
Com o golpe aplicado a PRF estima que a empresa tenha faturado mais de 10 milhões em aproximadamente 400 cidades em que a empresa tem seu produtos vendidos.
Produto adulterado
A empresa estaria usando um tipo de ureia especifico para agricultura, esse produto não pode ser usado na fabricação do Arla. O correto seria a empresa usar a ureia técnica, produto que não danifica e reduz na emissão de poluentes de caminhões.
A empresa não poderia estar funcionando, pois não tem a licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para atuar no mercado. Essa mesma empresa já foi multada em outra ocasião por estar em desacordo com a legislação.
PRF
Os policiais chegaram até a empresa após perceberem que vários caminhoneiros que usavam o mesmo produto Arla, estavam apresentando os mesmos problemas nos caminhões.
Foi feito um trabalho de inteligência entre a PRF, MPT e Cetesb, para saber a origem do produto, onde conseguiram sucesso na localização do local e na confirmação das suspeitas em relação aos produtos usados na fabricação do Arla 36.
Produto de empresa de Motuca não estava usando ureia técnica, diz PRF (Foto: Rodrigo Facundes/EPTV)
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