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Secretário da Fazenda investigado por CPI é exonerado

José Roberto Poianas estava afastado do cargo desde o dia 3 de junho. Ele é citado no esquema de desvio de R$ 375 mil dos cofres do município.

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A exoneração de José Roberto Poianas, ex-secretário da Fazenda de São Carlos (SP), foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (1º). Ele é uma das pessoas citadas no esquema de desvio de R$ 375 mil dos cofres do município e prestará depoimento nesta tarde ao Ministério Público, investiga o caso paralelamente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Vereadores.

O documento, assinado pelo prefeito Paulo Altomani (PSDB), informa que a decisão passa a valer em 3 de julho. Poianas está afastado do cargo desde o dia 3 de junho após a fraude ser descoberta durante uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP).

Depoimento pouco esclarecedor

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Na última quarta-feira (22), Poianas prestou esclarecimentos à CPI, mas como conseguiu um habeas corpus para se manter em silêncio e respondeu apenas a algumas perguntas. Ele negou envolvimento na troca dos cheques por dinheiro público.

Nesta sexta-feira ele volta a ser ouvido, desta vez pelo MP. A investigação foi aberta no dia 17 de junho pelo promotor Sérgio Martins Piovesan de Oliveira.

Outros envolvidos

Além de Poianas, a CPI investiga o empresário Rinaldo Luiz Jordão e o ex-diretor financeiro José Sergio Monsignati. Jordão foi ouvido na CPI na quinta-feira (30) e afirmou desconhecer o esquema de troca de cheques sem fundos.

Ele disse entregava cheques em branco e sem assinatura a Monsignati porque ambos são amigos há 15 anos. Ressaltou, entretanto, que as assinaturas encontradas são falsas. Após quase 8h de interrogatório, ele chorou e disse se sentir traído pelos amigos.

Já Monsignati é investigado por trocar pelo menos 10 cheques do empresário, com dinheiro da prefeitura. O ex-diretor foi ouvido na quinta-feira (23) e afirmou que trocou os cheques porque cumpria ordens de Poianas.

O ex-diretor financeiro também afirmou que as ordens para o pagamento dos cheques eram motivadas pela amizade entre o empresário e o prefeito. Altomani reafirmou que jamais solicitou qualquer tipo de procedimento ilegal na condução da tesouraria ou em qualquer outro setor da prefeitura.

Trabalhos da CPI

Segundo o presidente da CPI, vereador Roselei Françoso (Rede), haverá uma reunião na Câmara Municipal a portas fechadas na próxima segunda-feira (4), às 8h30. Na ocasião, serão analisados os documentos produzidos pelo TCE-SP. Outras pessoas deverão ser ouvidas.

A CPI tem até setembro para apresentar um relatório com as denúncias de desvio de dinheiro. O prazo pode ser prorrogado até dezembro.

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