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Polícia prende vigilante suspeito de participar de ataque a Prosegur em Ribeirão Preto

Homem foi preso na tarde de terça-feira (2), na zona oeste da cidade. Segundo delegado, ele é ex-funcionário da empresa Prosegur.

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A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP) confirmou na manhã desta quarta-feira (3) que prendeu o quarto suspeito de envolvimento com o mega-assalto à empresa de transporte de valores Prosegur.

Segundo o delegado Ricardo Turra, o homem era funcionário da empresa e foi demitido pouco antes de ser preso, na tarde de terça-feira (2). Procurada pelo G1, a Prosegur ainda não se pronunciou sobre a prisão do ex-funcionário.

O suspeito, que não teve a identidade revelada, foi preso em uma casa no Jardim Antônio Palocci, na zona oeste de Ribeirão Preto. Com o homem, a polícia também apreendeu uma pistola calibre 380.

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De acordo com a DIG, o homem já era alvo de investigações e é suspeito de passar informações privilegiadas sobre a rotina da empresa para facilitar a ação da quadrilha durante o ataque a Prosegur, em 5 de julho.

Segundo Turra, o homem é ex-vigilante da Prosegur e foi demitido na terça-feira. “A princípio, a demissão não tem relação com o assalto. Ele foi desligado ontem, a empresa readequou seu quadro de funcionários, pagou os direitos e mandou embora”, comentou o delegado.

Foi decretada a prisão temporária do suspeito por 30 dias. Ele foi encaminhado para a cadeia de Santa Rosa do Viterbo (SP). A arma apreendida com o suspeito será apresentada nesta quarta-feira.

Organização criminosa

O suspeito é o quarto preso pela polícia, suspeito de envolvimento com o mega-assalto a Prosegur. Outros dois homens presos já trabalharam como vigilantes em outra empresa de transportes de valores, a Protege.

Na semana passada, um fuzil AK-47 fabricado na Romênia foi encontrado pela Polícia Civil em Ribeirão Preto. A arma teria sido usada no mega-assalto. Munição e detonadores de dinamite também foram encontrados no mesmo local, cujo endereço não foi divulgado.

Entenda o caso

A Polícia Militar estima que entre 30 e 40 homens pariticuparam do assalto na madrugada de 5 de julho na zona norte de Ribeirão Preto. Vizinhos da empresa Prosegur ficaram no meio do fogo cruzado.

Na fuga, três veículos usados pelo grupo foram queimados e outros sete abandonados em um canavial. Suspeitos também mataram o cabo da PM Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos, e um morador de rua, usado como escudo. A polícia investiga se um corpo achado no Rio Pardo pode ser de uma terceira vítima do crime.

Ainda de acordo com a PM, o grupo estava fortemente armado e tinha desde pistolas a fuzis 556, 762 e ponto 50, munição capaz de derrubar aviões, além de dinamite. O diretor do Deinter 3 disse que o grupo estava preparado para enfrentar um batalhão.

Apesar de reconhecer que a Polícia Militar não conseguiu evitar a fuga dos suspeitos, o coronel Humberto de Gouvêa Figueiredo, responsável pelo Comando de Policiamento do Interior (CPI 3), afirmou que o plano de atuação da PM foi “adequado” e “eficiente”.

Moradores e comerciantes vizinhos ao prédio da Prosegur, nos Campos Elíseos, questionam o ressarcimento dos danos causados a seus imóveis pelas explosões. Em nota, a empresa informou que também é vítima, não podendo ser responsabilizada pelas consequências.

fonte: G1 Ribeirão Preto

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